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Uma Crônica Pristoniana

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  • Uma Crônica Pristoniana

    Escrever é um hobby meu, então resolvi escrever uma cronicazinha sobre o Priston Tale.
    Se vocês gostarem eu continuo.
    Aí vai.

    "O continente estava assolado pela doença e decorado com os destroços da guerra. Não havia mais um horizonte de esperança.
    Foi quando os representantes das classes resolveram se reunir e discutir um derradeiro plano de ataque, um último suspiro.
    A única forma de resistir e, quem sabe, vencer o inimigo, era juntando seus poderes, trabalhando em equipe.
    Então ficou acordado: cada classe ofereceria seu auxílio a todas as outras, e cada classe receberia auxílio de todas as outras.

    A primeira a dar um passo à frente foi a Sacerdotisa.
    -- Eu lhes concederei mais vida, para que resistam aos ataques mais críticos.
    Todos celebraram e aplaudiram, mas a Sacerdotisa secretamente pensou: "*****, abri um perigoso precedente. Daqui para frente, não vão mais me deixar em paz, especialmente naquela arena que nos colocam toda semana..."
    -- Louvada seja a Sacerdotisa! - gritou o Lutador, efusivamente.
    Em seguida, o Xamã sentiu-se inspirado. Quando a Sacerdotisa retrocedeu ao seu lugar, rapidamente tomou a frente, e anunciou:
    -- Eu encantarei seus braços...
    -- Mas eu luto com as pernas - a Guerreira protestou.
    O Xamã, irritado por ser interrompido, adaptou seu discurso:
    -- Ok, então, eu encantarei seus braços E pernas, para qu...
    -- A propósito, se você luta com as pernas, por que carrega esses punhos gigantescos? - a Assassina, conhecida por seu sarcasmo, provocou. - Não seria melhor andar por aí, sei lá, com botas gigantescas? Olhe só para o Draxos, as botas dele são colossais, e ele nem precisa delas...
    A Guerreira pigarreou sem jeito, mas não cedeu à provocação:
    -- Não sabia que qualquer um podia falar na hora que quisesse - e, lançando um olhar fulminante à Assassina: - pelo menos meus punhos gigantescos estão grudados na minha mão. Se você tropeçar correndo na direção do inimigo, você derruba suas preciosas adagas e daí, o que faz? Seduz o inimigo com seu andar estiloso?
    -- Espere aí - interveio o Cavaleiro - minha espada também não está grudada na minha mão, mas isso não quer dizer...
    -- Minha garra tá meio que encaixada na mão - disse o Mecânico, pensativo, olhando para sua garra.
    -- Ninguém perguntou - retrucou o Cavaleiro.
    -- Meu fantasma tá grudado nas costas, é tipo uma mochila, olha. - o Xamã virou as costas e exibiu seu fantasma, orgulhoso.
    -- Tá vendo - disse a Guerreira, apontando para o Xamã com um sorriso esperto.
    A Assassina, impaciente, falou alto:
    -- O que quis dizer é: por que andar por aí com esses punhos gigantescos se...
    -- Quer parar de falar "punhos gigantescos"? - a Guerreira disse, fazendo aspas aéreas.
    -- Quer que eu fale o quê, que seus punhos de enfeite são minúsculos? Olha para o tamanho deles! - a Assassina espalmou as mãos na direção da Guerreira e olhou para os outros, em busca de aprovação.
    -- Eles meio que são grandinhos, vai até aonde, no cotovelo, no ombro? Eu nunca reparei direito - comentou a Atalanta, esticando o pescoço e franzindo a testa, analisando os punhos da Guerreira, que logo os recolheu para longe de seu olhar de escrutínio.
    -- Tá bom, tá bom - quase gritou a Assassina - por que desfilar por aí com esses "punhões"...
    -- Naah, punhões não soa correto - disse reflexivo o Mago, olhando para cima como se buscasse o termo correto: - que tal punhet...
    -- Oohh, ooh - gritaram todos ao unísono.
    -- O quê? - indagou o Mago, inocente, mas após pensar direito, assentiu - ah, é verdade. - e deu uma risadinha infantil.
    Um silêncio constrangedor se fez.
    O Xamã, que estava à frente, olhou ao redor se certificando de que teria o espaço novamente.
    -- Enfim... - recomeçou - onde eu estava antes de começarmos a discutir o tamanho dos punhos da Guerreira? Ah, sim. Eu encantarei seus braços e suas PERNAS - enfatizou, para que ficasse bem claro - para que ganhem velocidade extra e batam mais vezes nos inimigos, de modo que...
    -- Hmm, só uma pergunta - dessa vez foi o Mecânico que interrompeu.
    -- Ah, meu Mardanos... - o Xamã sussurrou para si e respirou fundo. - Qual é sua pergunta, Mecânico?
    -- Eu já tenho um poder de aumentar minha velocidade. E o Lutador também - ele disse, apontando para o Lutador, que abaixou a cabeça como se não fosse com ele. - O seu poder vai somar com o nosso, tipo, o meu poder mais o seu poder...
    -- Não, o meu poder vai SOBREPOR o seu poder, porque o meu poder vai ser melhor - explicou o Xamã, parecendo confuso.
    -- Mas não seria melhor e para o bem do continente, e, francamente, não seria mais lógico somar os poderes para que...
    -- Não! - exclamou o Xamã, levemente irado - o meu poder vai sobrepor o seu poder e pronto.
    O Mecânico ameaçou argumentar mas, depois de um tempo, deu de ombros e olhou para o Lutador, que parecia entretido com um graveto no chão.
    -- Mais alguma pergunta? - disse o Xamã, olhando para todos.
    Os guerreiros se entreolharam satisfeitos, concordando. Aplaudiram o Xamã, que voltou ao seu lugar.
    O Cavaleiro fincou sua espada na terra, levantou-se e tomou o centro.
    -- Abençoados senhores e senhoras
    -- Lá vem ele com suas bênçãos aqui, bênçãos acolá - sussurrou a Arqueira para a Atalanta, que deu uma risadinha. A arqueira continuou sussurrando: - Espada Sagrada, Rajada Sagrada...
    -- Piercing Divino, Escudo Divino... - acrescentou a Atalanta baixinho.
    A Arqueira riu um pouco mais alto, e continuou, zombeteira:
    -- Corpo Sagrado...
    -- Bênção Divina. Mas toda bênção não é divina? Francamente...
    As duas gargalharam
    O Cavaleiro percebeu e fechou a cara.
    -- Vocês têm alguma coisa a dizer, senhoras? - ele disse, solene, olhando para as duas.
    Elas rapidamente forçaram uma expressão séria.
    -- Não, não, senhor Cavaleiro. - apressou-se a Arqueira - estávamos apenas lembrando de... de... de um dia que eu, a Atalanta e a Aline estávamos caminhando pela Estrada dos Ventos e... e.. - a Arqueira arregalou os olhos para a Atalanta, em busca de ajuda.
    --... e a Aline pisou naquela geleia que anda por lá, como é o nome dela mesmo? - a Atalanta continuou.
    -- Muk? Grimer? - o Lutador palpitou alto.
    -- O quê? Não! - a Atalanta o rejeitou e olhou para os outros: - é Zel-alguma-coisa... Zel...Zel...
    -- Zelda? - tentou o Mago - tenho quase certeza de que é Zelda.
    -- Vocês estão confundindo os mundos - disse baixo o Pike. - Aliás, é permitido falar sobre... os outros mundos?
    Ninguém deu atenção ao Pike.
    -- Vocês estão falando daquela meleca que rasteja na Estrada dos Ventos? O nome dela é Zeldi.
    -- Foi quase - disse o Mago, olhando para a Sacerdotisa, que estava ao seu lado e devolveu um olhar austero para ele, que ficou constrangido.
    -- Basta! - trovejou o Cavaleiro."

    (continua)

  • #2
    Muito bom, parabéns pelo post.

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